Poucas vezes eu pude experimentar os chamados "prazeres da carne" , mas definitivamente hoje , será o dia em que eu o farei. Não sinta-se preocupado com o que farei ou algo parecido , só sente , respire e espere as coisas acontecerem.
Já são oito da noite e eu ainda permaneço em frente ao espelho do quarto de hotel. Quase todas as vezes a dúvida e a tristeza assolam a minha mente só de pensar que sairei para fora do quarto. " Hoje será um dia diferente ! Você conhecerá novas pessoas e fará coisas que jamais fez , então trate de vestir-se e sair agora mesmo." - essa é a acusação da minha consciência . Respiro fundo e entro na banheira. A água quente permeia todo o meu corpo agora , e me faz esquecer um pouco de tudo; lentamente , mergulho na água transparente . Fecho os olhos e tapo o nariz e a boca ; para quê isso ? .eu não sei , só sei que o faço , penso eu que seja para mergulhar-me profundamente nas minhas lembranças. Após três minutos , levanto e saio do banho enrolada em uma grande e macia toalha branca de hotel. Ao som do meu silêncio , enxugo todo o meu corpo lentamente. Caminho em direção ao guarda-roupas e pego um vestido azul de alça - algo definitivamente estranho , pois quase nunca eu uso alças - e visto sobre o meu cansado corpo branco; calço minha sapatilha preta e sacudo o meu curto cabelo preto." É, acho que isso já basta." penso com total desprezo próprio.
Respiro fundo mais uma vez e olho-me no espelho que fica no corredor do quarto . " Não vai ser nada demais Kath , só tente algo diferente , se não gostar , pode voltar para o quarto" ouço mais uma vez minha amiga consciência falar-me .
Caminho pelo longo campo do hotel até chegar ao meu "destino". Encontro a grande casa branca e já posso ouvir de longe o barulho de música eletrônica pelos ares. Aproximo-me do local e abro a porta . Local escuro , muito barulho e várias luzes coloridas dançam pelas paredes. " Eu preciso sair daqui" penso novamente. Mas ao invés disso , entro e sento-me no balcão aonde logo peço um copo de vodka com suco de laranja e calda de morango ; isso é totalmente desconhecido para o meu corpo mas mesmo assim , se quisesse permanecer ali e tentar ser um pouco divertida , isso me ajudaria. Tomo o primeiro , o segundo , o terceiro , o quarto ... e agora já no quinto copo , alguém toca no meu ombro , nunca vi na minha vida , e me chama para dançar. Algo extraordinário , creia. Então eu permaneço ali durante quatro horas , com um desconhecido e vários copos de vodka. Penso que quase todos os dias vivemos isso , não literalmente , mas de certa forma , sim. Dopados pela venda invisível que fica nos nossos olhos. Dopados pelas tristezas e pelo querer que muitas vezes não conseguimos , ou que quase sempre é sonhado por outro alguém. Acompanhados, por desconhecidos , por seres humanos que não passam de penumbra em nossas vidas.
E pode acreditar , se você vivesse todos os dias como esse que estou vivendo agora , não soaria nem um pouquinho , diferente.
sábado, 4 de janeiro de 2014
sábado, 28 de dezembro de 2013
Correndo ao ermo ...
"Então , após sua fixa corrida , Kath para; então ocorre uma pausa . A respiração ofegante mais ao mesmo tempo relaxada . Caída no chão solitário e frio, ela ergue a sua cabeça e concerta seu longo e liso cabelo preto que escorre agora em seu rosto. Depois desses mínimos e minuciosos detalhes , ela avista ao longe muitos vultos pretos identificáveis , que produzem em sussurro o barulho misterioso; mas ainda assim , eles não permanecem parados , muito pelo contrário os mesmos aumentam suas velocidades em direção a Kath. Perplexa e totalmente sem reação , ela permanece no mesmo lugar frio de antes ... mas agora , os vultos tomam forma ; são mulheres , de pele branca e lisa , com grandes olhos vermelhos e longos cabelos pretos como os seus ... mas elas não andam , e sim flutuam; estavam a segundos de distancia da bela Kath , e em fim , quando chegam exatamente onde ela está , balançam os cabelos e abrem uma misteriosa risada para ela , e então todas as mulheres , no total de quatro , tiram de suas costas facas amoladas e pontudas e por fim matam a pobre Ka... BUM!Os olhos da jovem Juliet se abrem rapidamente , e sua respiração ofegante não possui controle ... ela não acreditara no que acabara de presenciar , tudo parecia tão real ... mas era apenas um sonho... será? e tudo isso pode saltar de sua cabeça e tornar-se realidade ? Bom , disso nunca saberemos , pois aquele repetitivo sonho ou mensagem , jamais fora revelado , nem para própria Juliet. " - Katherine Pierre
A transparência do meu oceano.
"Estava muito frio e escuro , e eu caía
aos poucos e de maneira cautelosa , cheguei nas profundezas daquele escuro
oceano. Tudo era cheio de água ... mas ao mesmo tempo apertado e fechado.
Confusa e perdida , analisei-me sem alguma pretensão de retorno ... mas algo
estranho estava ocupando o lugar dos meus brancos pés. Eram grandes caldas de
sereia , azul escuro e cheia de pérolas brilhantes. O que estava acontecendo? Ao mesmo tempo que
espantava-me por essa situação , sentia muita falta de ar e um extremo desespero
que corria pela minha mente e fazia-me sentir uma pesada e extrema dor de
cabeça...
Procurando alguma saída para fugir daquele estranho lugar , notei um grande e velho tronco no centro ; mas ele não estava vazio , e sim acompanhado de três pessoas presas nele . Tentando identifica-las e ao mesmo tempo gritar por socorro , nadei como um peixe extremamente habilidoso ao derredor dos mesmos , mas eles nada responderam . Após dar aproximadamente três voltas ao seu redor , consegui finalmente perceber que não eram meras pessoas desconhecidas , e sim os meus dois melhores amigos e o meu irmão.
Após gritar por horas e horas , padeci de cansaço. E então , os três saíram manipuladamente nadando em direção a superfície."
Procurando alguma saída para fugir daquele estranho lugar , notei um grande e velho tronco no centro ; mas ele não estava vazio , e sim acompanhado de três pessoas presas nele . Tentando identifica-las e ao mesmo tempo gritar por socorro , nadei como um peixe extremamente habilidoso ao derredor dos mesmos , mas eles nada responderam . Após dar aproximadamente três voltas ao seu redor , consegui finalmente perceber que não eram meras pessoas desconhecidas , e sim os meus dois melhores amigos e o meu irmão.
Após gritar por horas e horas , padeci de cansaço. E então , os três saíram manipuladamente nadando em direção a superfície."
- Katherine Pierre
O meu , o seu e o nosso tão sonhado amor.
" Ontem você pode
ter sentido menos amor do que hoje , e hoje você sentiu mais raiva do que antes
de ontem. Mas não se sinta mal querido leitor ! Pois essa será a tua incansável
vida. Alguns tem uma percepção mais aguçada quando se fala da vida , outros não.
Eu por exemplo , pratico esse terrível e pertinente exercício
de preocupar-me com as poeiras da minha vida e a das coisas exteriores quase todo instante.
Por esses dias , estava no ônibus, no último banco
como de costume , e após uns trinta minutos avisto em minha direção uma criança
de pele morena , com os pés descalços e blusa e shorts surrados pelo tempo ,
estava vendendo chicletes e perguntou-me se eu gostaria de comprar algum , e
que só custavam um real. Naquele instante eu não possuía alguma moeda , e então
só falei que não.
Pode ser que nada disso lhe abale ,ou que exemplos
como esse sejam clichês ... mas ainda assim aquilo perturbou-me todos esses
dias ...
Onde está o amor ?
Será que a nossa compreensão dele fugiu ?
Será que tratamos ele como se fosse qualquer coisa
?
Já dizia o compositor Jorge Vercillo : Para uns ele
e chave , para outros e prisão.
E será que esse pequeno vendedor de balas conhece
essa palavra : Amor ... Amor ... Amor ... ?
Será que ao menos ele conhece o sabor dessa palavra
?
Não venho aqui dizer-lhes como a miséria está
grande ou como somos frios , não !
Mas sim como podemos amar e ser amados e ainda
assim nunca conhecermos o sabor dessas quatro letras que movem quase todo o
nosso ser...
E será que estou certa em achar que o pequeno
vendedor não conhece o amor ?
Não !
Pois ele próprio demonstra isso todos os dias ao
vender seus doces .
Não sabemos o que e o amor ... porque estamos tão
cegos que ele já transcendeu a nossa compreensão."
- Katherine Pierre.
Eu por exemplo , pratico esse terrível e pertinente exercício de preocupar-me com as poeiras da minha vida e a das coisas exteriores quase todo instante.
Por esses dias , estava no ônibus, no último banco como de costume , e após uns trinta minutos avisto em minha direção uma criança de pele morena , com os pés descalços e blusa e shorts surrados pelo tempo , estava vendendo chicletes e perguntou-me se eu gostaria de comprar algum , e que só custavam um real. Naquele instante eu não possuía alguma moeda , e então só falei que não.
Pode ser que nada disso lhe abale ,ou que exemplos como esse sejam clichês ... mas ainda assim aquilo perturbou-me todos esses dias ...
Onde está o amor ?
Será que a nossa compreensão dele fugiu ?
Será que tratamos ele como se fosse qualquer coisa ?
Já dizia o compositor Jorge Vercillo : Para uns ele e chave , para outros e prisão.
E será que esse pequeno vendedor de balas conhece essa palavra : Amor ... Amor ... Amor ... ?
Será que ao menos ele conhece o sabor dessa palavra ?
Não venho aqui dizer-lhes como a miséria está grande ou como somos frios , não !
Mas sim como podemos amar e ser amados e ainda assim nunca conhecermos o sabor dessas quatro letras que movem quase todo o nosso ser...
E será que estou certa em achar que o pequeno vendedor não conhece o amor ?
Não !
Pois ele próprio demonstra isso todos os dias ao vender seus doces .
Não sabemos o que e o amor ... porque estamos tão cegos que ele já transcendeu a nossa compreensão."
- Katherine Pierre.
Assinar:
Postagens (Atom)